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Naiara Fracaroli comenta: Reforma Tributária e aumento do investimento estrangeiro no Brasil

Economista aborda os mais recentes e importantes temas para empresários e gestores



Reforma Tributária volta a ser pauta do Legislativo Nacional


Estão em pauta no Congresso Nacional duas Propostas de Emenda Constitucional que abordam a Reforma Tributária no Brasil, a PEC 45 e a PEC 110. A sugestão de ambas é substituir o PIS, a Cofins, o ICMS, o ISS e o IPI por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) único ou dual.


Segundo a economista Naiara Fracaroli, as propostas são favoráveis para os empresários brasileiros, por conta da complexidade da carga tributária atual. “A burocracia hoje traz despesas para o empresário, que precisa de atualizações constantes de informações e sistemas, tornando a própria infraestrutura da empresa mais cara”, afirma.


Assim, a simplificação da cobrança de impostos traria um grande alívio para o empresário. “O tempo que seria desprendido em processos burocráticos e cálculos de pagamento pode ser empregado em focar na empresa e sua geração de receita”, conta Naiara.


No entanto, há uma grande ressalva: o valor de taxação da proposta. Estipulado primariamente em 25%, é um dos principais fatores de travamento “Uma Reforma Tributária seria muito importante para auxiliar o país, para sair de um cenário econômico desfavorável, mas com esse valor não vai ser aprovada”, afirma Fracaroli.



Somando US$ 6,9 bilhões em janeiro, investimento estrangeiro direto é o maior para o mês em cinco anos


De acordo com informações do Banco Central, foi registrado aumento em comparação tanto com o mesmo mês no ano passado (US$ 5,1 bilhões) quanto com o mês de janeiro desde 2018 (US$ 8,3 bilhões).


“Não se trata de capital especulativo, mas sim de investimento produtivo”, diz Fracaroli. “São empresas e investidores estrangeiros colocando dinheiro no Brasil, acreditando no crescimento da economia brasileira”.


Um dos motivos para esses investimentos, conta a economista, seria a pandemia. Na época, foi identificada a chamada crise no sistema de distribuição. Até o momento, as empresas davam prioridade para o baixo custo de produção, o que promoveu o crescimento e desenvolvimento de países como a China.


Já durante a pandemia, quando houve o bloqueio de transporte e, por consequência, da distribuição de produtos, ficou evidente a necessidade de se repensar o modelo, já que se tornou muito arriscado centralizar a produção em um único lugar. Para além do custo baixo, era preciso também diversificar a expandir, para reduzir riscos e ampliar o potencial distributivo. Segundo Naiara, isso fez com que empresas buscassem locais estratégicos para alocar suas produções, e o Brasil é um grande potencial de alocação de recursos.


Porém, a economista alerta para a falta de garantias da vinda desses investimentos. “O país precisa provar que é uma opção viável para receber e manter esses recursos. Políticas econômicas eficientes são fundamentais para promover segurança aos investidores estrangeiros, por meio de estabilidade econômica e ações que possam minimizar o custo e problemas de produção no país".


Ainda segundo dados do Banco Central, os investimentos diretos na proporção do PIB neste ano (em doze meses até janeiro são 4,78%) representam o maior percentual desde junho de 2001 (4,79% do PIB).

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