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A evolução dos laboratórios de análises clínicas e patologia: como a gestão financeira especializada está transformando resultados no setor

  • Foto do escritor: Liandro Fabri
    Liandro Fabri
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura
analista de laboratório

O setor de análises clínicas no Brasil vive um período de intensa competitividade, consolidação e pressão por eficiência, impulsionado principalmente pela verticalização dos grandes convênios. Esse movimento exige dos laboratórios um nível elevado de profissionalização e uma gestão extremamente estratégica, sustentada por indicadores precisos, demonstrativos de custos confiáveis e análises financeiras robustas. Somente com essa inteligência é possível tomar decisões assertivas, otimizar custos, aprimorar a formação de preços e, consequentemente, fortalecer a competitividade no mercado.

 

O desafio da gestão em laboratórios: complexidade, margens e decisões críticas


Um laboratório de análises clínicas é, por natureza, um negócio de alta complexidade operacional. Cada setor (Bioquímica, Hematologia, Hormônios, Microbiologia, Imunologia, entre outros), possui estruturas de custos muito distintas, tempos de processamento próprios, exigências de insumos específicos e níveis variados de automação.


Sem uma visão financeira clara e segmentada, muitos gestores acabam tomando decisões com base em percepções, e não em fatos. O resultado costuma ser:


  • investimentos mal direcionados;

  • manutenção de unidades de coletas deficitárias;

  • perda de lucratividade por falta de controle regular de custos;

  • dificuldade para crescer, escalar ou se preparar para oportunidades de processos de fusão e aquisição (M&A)


Nas últimas décadas, e com especial intensidade nos últimos anos, o mercado de medicina diagnóstica brasileiro vem atravessando uma fase marcante de consolidação e aquisições. 


Entre 2003 e 2023, foram registradas mais de 817 operações de fusões e aquisições no setor de saúde, um volume que coloca saúde como uma das áreas mais dinâmicas em M&A no país. 


Já em 2025, esse movimento continuou acelerado: apenas no primeiro semestre foram registradas 16 operações envolvendo hospitais e laboratórios, um aumento de cerca de 45% em relação ao mesmo período de 2024.


Esse aumento expressivo evidencia o interesse contínuo de grandes grupos em expandir sua presença via aquisição de redes menores (médios e pequenos laboratórios) muitas vezes buscando capilaridade regional, ganho de escala, sinergias operacionais e eficiência de custos.


O mercado de medicina diagnóstica tem mostrado um ritmo acelerado de consolidações, com grandes players adquirindo redes regionais de pequeno e médio porte como parte de suas estratégias de expansão. Por exemplo, em 2025 o Grupo Fleury comprou 100% das quotas do Laboratório São Lucas (LSL), com unidades no interior de São Paulo, por R$ 34 milhões. 


No mesmo ano, o Grupo Tommasi (com origens no Espírito Santo) concluiu a aquisição do Labormed, uma rede com 55 unidades distribuídas em 11 municípios do Rio de Janeiro, consolidando sua presença em um mercado estratégico.

 

A virada de chave: visão de custos por setor e tomada de decisão baseada em dados


É justamente nesse ponto que a Fabri Consultoria tem atuado com diferenciação: trazendo clareza, método e visão estratégica para apoiar laboratórios em suas decisões mais relevantes, do operacional ao estratégico, do curto ao longo prazo.


Ao implementar um modelo de visão por setor de processamento, o laboratório pode entender exatamente quanto custa e quanto rentabiliza cada área da operação. Essa abordagem possibilita:


  • identificar gargalos e desperdícios;

  • medir a performance individual de cada setor;

  • projetar cenários mais precisos;

  • direcionar investimentos com maior assertividade;

  • otimizar o uso de equipamentos e recursos humanos.


Quando um gestor passa a enxergar o negócio dessa forma, a tomada de decisão deixa de ser intuitiva e se torna precisa e estratégica.


Um dos cases mais expressivos entre os laboratórios atendidos pela Fabri mostra o poder dessa transformação. No segundo ano de parceria, um grupo que enfrentava margens comprimidas apresentou uma evolução marcante:


  • Lucro operacional inicial: 8,57%

  • Lucro operacional no segundo ano de trabalho: 18,09%


Esse salto de performance só foi possível devido à:


  • análise individualizada de unidades e setores;

  • identificação de unidades deficitárias;

  • reestruturação estratégica, incluindo o fechamento de duas unidades;

  • implementação de melhorias operacionais e financeiras de forma contínua.


O resultado foi uma operação mais eficiente, mais rentável e com maior previsibilidade financeira.

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