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Você está vendendo bem… mas lucrando mal? O erro silencioso na formação de preço

  • Foto do escritor: Fabri Consultoria
    Fabri Consultoria
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura
pessoas sacudindo as mãos em acordo

A cena é comum: o estoque gira, a equipe está a todo vapor, o telefone não para de tocar e o faturamento bate recordes. No papel, o negócio é um sucesso. No entanto, quando chega o dia 5 e as contas são pagas, a conta bancária da empresa está no limite ou, pior, no vermelho.


Se você sente que está trabalhando para "pagar o almoço com a janta", saiba que o volume de vendas pode estar escondendo um inimigo silencioso: a sua formação de preço.


O perigoso mito do volume de vendas


Muitos gestores acreditam que a solução para a falta de lucro é vender mais. A lógica parece óbvia: "se eu aumentar o faturamento, o lucro vem por gravidade".


Isso é uma armadilha. Se a sua margem está errada, vender mais significa apenas acelerar o prejuízo. Cada venda realizada pode estar drenando o seu caixa em vez de alimentá-lo. O faturamento é vaidade; o lucro é sanidade; e o caixa é a realidade.


O erro silencioso: Por que o lucro não aparece?


O grande problema é que a maioria dos empresários precifica olhando para fora, e não para dentro. Eles observam o concorrente e tentam se equiparar, ou aplicam um "markup" padrão de mercado sem entender se aquele percentual cobre a sua estrutura específica.


Sua empresa possui custos fixos, impostos, comissões e fretes que são únicos. Quando você copia o preço do vizinho, você está importando a estrutura de custos dele para o seu negócio. Se a operação dele for mais eficiente ou se ele tiver benefícios fiscais que você não tem, você está cavando a própria cova.


Exemplos reais de quem "vende e não vê a cor do dinheiro"


O caso do desconto fatal: um empresário decide dar 10% de desconto para fechar um grande pedido, acreditando que o volume compensa. O que ele não percebe é que, se a margem de lucro líquido dele era de 15%, ela não reduziu a margem em apenas 10%, dependendo dos números da empresa, ele pode ter reduzido sua lucratividade em 50, 60, 70% ou até mais.


A confusão entre Markup e Margem: muitos colocam 50% em cima do custo de um produto (Markup) e acham que têm 50% de margem. No final do mês, ao descontar impostos sobre a venda, comissões e despesas fixas, descobrem que a margem real é negativa. A conta não fecha porque o cálculo foi feito sobre a base errada.


Os erros que destroem a sua rentabilidade


  • Ignorar as "despesas invisíveis": taxas de cartão, embalagens, perdas de estoque e inadimplência precisam estar no preço. Se não estão, você está pagando para o cliente comprar de você.


  • Decisão baseada no concorrente: o preço do seu concorrente pode ser um sinal de que ele está quebrando, e não de que aquele preço é sustentável.


  • Tratar todo produto como igual: nem todo produto precisa ter a mesma margem. Alguns trazem volume, outros trazem lucro. Sem essa estratégia, você acaba focando o esforço de vendas no produto errado.


Preço é decisão estratégica, não matemática básica


A formação de preço não é uma tarefa para o departamento financeiro fazer sozinho em uma planilha isolada. Ela é a decisão mais estratégica que você, como dono ou gestor, toma no seu dia.


O mercado dita o teto do seu preço, mas os seus custos ditam o piso. Se o seu piso é maior que o teto do mercado, o seu problema não é de vendas, é de modelo de negócio. Reduzir o preço para "entrar no jogo" sem ajustar a operação interna é uma estratégia de curto prazo que mata empresas no longo prazo.


A margem mal definida destrói resultados independentemente do esforço da sua equipe de vendas. O mercado não corrige erros internos de precificação; ele apenas pune quem os comete.


Olhe para o seu relatório de vendas do último mês. Se você cortasse 20% do seu faturamento menos lucrativo, sobraria mais dinheiro no bolso?


Se a resposta for "provavelmente sim", você não tem um problema de vendas. Você tem um erro estrutural na sua precificação que precisa ser corrigido antes que o volume de trabalho esgote a sua capacidade de investimento e a sua saúde mental.

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